Faço corrida há muitos anos, mas á muito que tinha em mente o desafio de fazer uma maratona de estrada em prova oficial.
Um ano antes fiz o registo e pagamento da Maratona do Porto (um compromisso e uma data).
Segue-se os treinos durante um ano para essa finalidade com o objetivo de terminar.
Fim de semana da prova a chegar e siga para o Porto no sábado para levantamento do dorsal e usufruir de um fim de semana. Comigo levei a esposa e o filho, que por sua vez estavam inscritos para caminhada dessa mesma prova.
Deliciamos uma bela francesinha e desfrutamos de uma tarde tranquila na zona marítima de Matosinhos, local da partida da prova.
Dia da prova, acordar bem cedo, tomar um belo pequeno almoço e seguir a pé para o local da prova.
Antes da partida, a adrenalina o nervosismo estavam presentes. O medo, será que consigo?
Nos primeiros quilômetros, a energia, empolgação, o ambiente, a musica o som dos atletas, o ambiente, o entusiasmo era enorme. Perto de mim seguia a bandeira do pace 4:00 e eu pensava ( não pode ser, estou nas nuvens).
Os primeiros 10 quilômetros estava ótimo, sentia-me bem, um sobe e desce na zona portuária do porto leixões.
Passagem pela zona da partida e 21 km feitos numa 1h 50m 18seg e ritmo de 5:16, nada mal.
Segue-se mais uns quilômetros e a entrada na cidade do porto, passagem pela zona ribeirinha onde o piso era em paralelos, as dores começaram a aparecer.
Chegada ao quilômetro 30, o muro que todos falam.
O corpo começa a ficar sem glicogénio, estando eu estar sempre a hidratar e a controlar com géis desde do inicio da prova. aqui o vento o nevoeiro que surgia do rio douro, mas também a fadiga as dores musculares e a vontade de parar.
Neste quilômetro 31 algo surge no meio da estrada, Hélio Fumo (grande atleta e inspirador para muitos), a incentivar os atletas, ainda deu para o cumprimentar.
Mais uns géis e um nutrição da organização e a força mental. Aqui a mente sobrepor-se á dor.
O ritmo obviamente mais baixo e continuamos á luta para alcançar o objetivo definido. As pessoas que assistiam, motivavam e puxava por mim, desconhecidos gritado o meu nome, aplaudindo e o meu pensamento era só um, a meta.
Neste momento estava a entrar no túnel da zona ribeirinha de volta para o ponto de partida e para verdadeira meta. E aqui ao entrar no túnel ouvia-se um musica (rock Balboa), uns ecrãs mostravam imagens de plena motivação. A lágrima surgiu no canto do olho e a pernas movimentavam-se e não sei de onde surgiu a energia com as dores á mistura.
Já no quilometro 40 a dor e a emoção era uma mistura. Sem perceber de onde surgiu a energia, seria do poder da força mental, do apoio do público, de todo aquele ambiente que ali existia.
A meta em frente e as dores, mas a força mental em alta e a entrada na passadeira, a linha da meta e o momento de colocar a medalha ao pescoço pela organização. A sensação de enorme orgulho de mim mesmo, as lágrimas no rosto de mais uma conquista e um desafio superado. O corpo destruído, mas a mente eufórica.
Foi uma prova de sensações estranhas que acontecem no corpo e na mente durante os 42 quilômetros. Sensações inexplicáveis, que por muitos anos que corro e provas que já fiz, não me tinha ocorrida em prova alguma. Ficará para sempre em mim e para mim estes momentos vividos nesta maratona, a minha primeira de algumas que virão ainda existir.
Um conselho a quem gosta de correr,
Façam um Maratona em provas oficial!!












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